À CONVERSA COM... Luis Pereira

Nome: Luís Carlos Coimbra Pereira

Data de nascimento: 9/10/64

Local de nascimento: Tondela

Altura: 1,86

Peso: 95 kg

Profissão: Empresário

Ano que ingressou na equipa do Escola FC: 1ª Vez 1998-1999 - 2ª Vez Nov de 2008

Anos como treinador: 15 anos

Clube de futebol: C. Desportivo de Tondela

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1- Fale-nos do seu percurso como treinador de futebol.

C. Desportivo Tondela (Todas as camadas jovens, seniores, adjunto na 3ª e na 2ª Divisão Nacional), Cruzmaltina Lobanense, Carregal do Sal e EFC

2- Gostava de ter uma carreira como treinador profissional? Ou não faz parte dos seus objectivos de vida?

Claro que gostaria, mas esse não é um objectivo primordial…

3- Sabemos que existiu uma fase em que esteve ausente dos campos de futebol. Partilhe esse momento com os leitores do Futebol Viseu. O que sentiu quando voltou ao comando da equipa de Molelinhos?

Não estive assim tanto tempo ausente, (2 anos). Voltar ao Escola? O objectivo era ajudar o grupo a sair da situação em que se encontrava, com o evoluir da época constatei ser muito exigente e também muito gratificante trabalhar com este grupo de meninas.

4- Neste momento, sabemos que a jogadora da equipa do Escola FC mais assídua da Selecção Nacional é a Guarda-Redes Neide Simões. Qual a sua opinião sobre este assunto? A equipa do escola tem outras jogadoras que poderiam representar a equipa das quinas?

A presença da Neide na selecção, mais não é do que o reconhecimento do seu trabalho e da sua enorme capacidade. No entanto confesso o meu relativo (des) conhecimento sobre as outras equipas, mas como treinador do EFC quero o melhor para as minhas atletas, daí achar que outras poderão e deverão ter oportunidade de ser chamadas a representar Portugal, eu tudo farei para que isso aconteça, mas só o muito trabalho e ambição, farão com que consigam alcançar essa meta. Devo sublinhar ainda que o EFC possui no seu grupo 5 internacionais.

5- O que acha do percurso que a Seleccionadora Monica Jorge tem tido até agora?

Estando afastado há algum tempo de futebol feminino não sou um conhecedor profundo do seu trabalho e, neste curto espaço de tempo o meu contacto com ela não tem sido muito, o que posso dizer, é que se está no cargo é porque tem mérito (ver resultados conseguidos) e, que o EFC e a sua equipa técnica, tudo farão para a ajudar na sua caminhada e em tudo contribuirão para a evolução do futebol feminino em Portugal.

6- Qual a sua opinião acerca do Futebol Feminino em Portugal. Sabemos que já treinou o Escola noutras épocas e agora que regressou ao clube, sentiu que o futebol feminino português evoluiu?

A evolução é uma realidade, ainda que na minha modesta opinião poderia e deveria ser mais evidente, mas existe uma grande diferença, para melhor - equipas com muito mais qualidade, principalmente técnica - melhores condições de trabalho e muito, mas muito importante uma maior quantidade de praticantes, acrescentando ainda a existência de algumas escolas de futebol feminino.Julgo que FPF poderia e deveria fazer um “pouco mais” .

7- Como se encontra a equipa do Escola neste momento? Fale-nos um pouco da equipa mais jovem da primeira divisão.

Estamos de férias, mas já a pensar na próxima época. Quanto á equipa, é jovem mas revela grande carácter, muita personalidade e acima de tudo, um imenso gosto pela modalidade e pelo trabalho, qualidades que me levam a concluir, que esta equipa possui uma enorme margem de progressão, desde que para isso seja apoiada.

8- Não podiamos deixar de perguntar, pois claro, a sua opinião como treinador acerca da prestação da equipa do Escola FC no campeonato. Como descreve a fantástica recuperação da equipa na última volta do campeonato onde a Escola vence quase todos os jogos conseguindo manter-se na primeira divisão?

Quando entrei em Novembro ultimo, estávamos em ultimo lugar com 12 pontos de desvantagem para o penúltimo, o objectivo era não descer de divisão. O meu trabalho foi reunir “as tropas” fazer-lhes ver que a qualidade estava presente e que o segredo passava pela união, pela coesão e principalmente pela amizade e alegria dentro de campo.O mote estava dado, o grupo uniu-se e até ao final, em 15 jogos, (incluindo os 5 jogos da taça de Portugal), apenas perdeu 2 jogos com o 1ª de Dezembro, campeão nacional sem derrotas. A minha “vitória”, foi constatar que todo o esforço realizado pelas atletas, foi recompensado com a manutenção e com a conquista da taça de Portugal. Não esquecendo que por trás, estiveram muitos outros que fazendo parte do grupo, em muito contribuíram para o êxito alcançado.

9- Para além da fantástica recuperação que tiveram no campeonato, trouxeram para Molelinhos (Tondela) a Taça de Portugal e, pelo que chegou até nós, a equipa foi recebida com muito entusiasmo. Acha que os vossos esforços foram reconhecidos?

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